O
Controle Integrado de Pragas (CIP)
é um processo que permite, através
de um sistema contínuo de monitoramento,
a otimização do uso dos
produtos químicos domissanitários
no controle de pragas urbanas, conforme
preconizam as portarias expedidas pelo
Centro de Vigilância Sanitária
da Secretaria da Saúde do Estado
de São Paulo, CVS-06 "Regulamento
técnico sobre os parâmetros
e critérios para o controle higiênico-sanitário
em estabelecimento de alimentos"
publicada em 10.03.1999 e CVS-09 "Normas
técnicas para prestadores de serviço
em controle de vetores e pragas urbanas,
publicada em 16.11.2000.
O CIP é uma parceria
lastreada na conscientização
e cooperação de todos os
setores da empresa, visando o controle
efetivo das pragas do local e levando
em consideração o menor
risco aos produtos, as pessoas e ao meio
ambiente por meio de educação
e enfoque ambiental.
::
Inspeção Inicial:
Inicialmente para um controle
de praga eficaz, se faz uma inspeção
minuciosa de todas as dependências
do imóvel e avaliação
dos níveis de infestação
com posterior mapeamento das instalações,
dando-se a elas níveis de criticidade.
::
Identificação de Pragas:
Caracterização
das pragas que infestam os setores. Esta
etapa do processo de Controle de Pragas
implica inicialmente no conhecimento básico
da morfologia dos roedores, insetos rasteiros
e voadores, pragas típicas da região
etc. Esse perfil de ocorrências
é registrado em formulário
desenvolvido para cada instalação,
reunindo dados de observação
de focos e resultados das inspeções.
::
Sistema de Monitoramento:
Implantação
de um sistema efetivo de monitoramento
no Controle de Pragas, onde os registros
técnicos são devidamente
documentados. São os históricos
de cada instalação que irão
determinar parâmetros de coordenação
e ajuste do Controle Integrado. Através
dele são definidas as melhores
ações preventivas, os detalhes
das inspeções de controle
e as técnicas de tratamento, equipamentos
e produtos mais eficazes para o conjunto
de ocorrências.
Estações de monitoramento
no Controle de Pragas são instaladas
em pontos estratégicos das instalações.
Estas estações são
mapeadas e examinadas periodicamente,
e servem de indicadores de presença
de pragas e, conseqüentemente, vulnerabilidade
do sistema de proteção aos
pontos críticos. Estas estações
são armadilhas adesivas contendo
atrativos alimentar ou sexual.
::
Controle Químico:
O
controle químico requer muita atenção,
pois envolve manipulação
de princípios ativos que exigem
conhecimentos técnicos e cuidados
de segurança. Além disso,
prevê equipamentos de proteção
individual EPI’s, tempo de permanência
do princípio ativo nas áreas,
periodicidade mais adequada, uso adequado
de produtos legalmente indicados e sua
toxicologia, descarte de embalagens etc.
O Controle Químico está
presente para complementar as orientações
de limpeza e higiene.
Os insetos são atraídos
a determinados locais pela presença
de resíduos ou odores. Despensas
e áreas de preparo de alimento,
lixeiras e depósitos de materiais
são os principais focos de concentração
de insetos. Muitas espécies habitam
locais úmidos. Água parada
em ralos entupidos, garrafas, vasos, pneus,
empoçamentos em áreas externas,
calhas, etc podem atrair insetos, dentre
eles o aedes aegypti que transmite
a dengue e a febre amarela.
::
Metodologia de Controle de Pragas:
Processo de utilização
de formulações de inseticidas
com alto poder de choque e efeito desalojante,
priorizando a utilização
de produtos com baixo odor, baixa toxidade
e degradáveis ao meio ambiente.